<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605</id><updated>2011-04-21T19:37:04.181-07:00</updated><title type='text'>Vamos cavalgar Deus? =D</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-5834536246930098646</id><published>2007-07-05T20:39:00.000-07:00</published><updated>2007-07-05T21:11:28.883-07:00</updated><title type='text'>Terceiro ato</title><content type='html'>O sol tinha raiado há umas poucas horas, e ele mal conseguira dormir. Estava se arrumando, batendo as roupas para tirar a poeira da estrada, esfregando as botas, lustrando a fivela do cinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia até tomado banho no lago, sentia-se renovado. Estava pronto. Bem vestido, não que seja possível dizer que um quase-peregrino como ele possa ficar bem vestido, mas estava mais alinhado do que o normal. O que causava outra impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o cavalo selado desde a noite anterior, ele deixara a hospedaria na qual se alojará há dias já. Trotando sob o morno e acolhedor sol dessa manha de primavera, ele ia cantarolando uma cantiga qualquer. Foi quando de súbito lembrou-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batendo os calcanhares contra as costelas do cavalo, saiu em disparada campina acima, e então parou. Desceu da montaria e sorriu feliz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Flores! Como pude esquecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele colheu várias, amarelas e brancas. E uns ramos verdes de um mato qualquer.&lt;br /&gt;Juntou as flores e as enrolou num lenço vermelho, tirado de seu bolso.&lt;br /&gt;Então, voltou até seu cavalo e pode prosseguir sua viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trotando mansamente, seu destino era a cidade. Bem próximo da praça onde a feira era feita. Ele chegaria em uma, ou duas horas no máximo. Centenas de pessoas circulavam por lá todos os dias, fazendo parecer um formigueiro, até o cair do sol, quando o centro da cidade parecia deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrada seria monótona, se não fossem as variações do relevo ao longo do caminho. Algumas pedras, uns animais correndo por entre arbustos e as vezes um casebre ou outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já podia ouvir as vozes dos vendedores anunciando seus peixes, frutos, vasos e jóias. Essa cidade não possuía portões, começava da mesma forma que terminava: com casas não planejadas espalhadas por perto do rio que ali passava. O centro do vilarejo já não ficava mais tão no centro, pois o crescimento era desenfreado e sempre seguindo o curso do rio.&lt;br /&gt;Então ele chegou à grande feira. Um evento diário e popular, com certa fama por outras terras, devido ao seu tamanho, tradição e variedade.&lt;br /&gt;Os vendedores mais antigos não ficavam nas barracas, mas já tinha lojas feitas em pequenas casinhas por ali mesmo. Havia algumas poucas, mas eram bem freqüentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desceu do cavalo e caminhou calmamente, puxando o animal por entre barracas, crianças correndo com frutas aos gritos de feirantes, e senhores de bigode grosso e tapetes enrolados nos ombros. Parou perto do chafariz com cavalinhos de mármore, que cuspiam água, e sentou-se para observar. Esperou, esperou e esperou... Foi quando seus olhos brilharam e sua boca abriu. Expressão incrédula, seu corpo paralisou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cabelos doirados como o sol, olhos verdes como folhas, corpo esguio e pele branca. O jovem fidalgo não era o único a admirá-la de longe. Sem coragem o bastante para tentar uma aproximação ele passaria o dia ali, sentando recebendo respingos de água dos cavalinhos de mármore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para as flores, sendo que seu cavalo já mastigava uma para se entreter, pegou-as com determinação. Levantou. Puxou as rédeas do animal, e com as pernas trêmulas e sorriso confiante foi em direção à sua sonhada donzela. Aquela que havia tirado seu sono por longas noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para as flores, e estava certo de que não podia ter escolhido melhor. Pensou até em alguns versinhos para dizer-lhe, mas achou que seria ousado demais. E também porque achou que suas rimas não eram das mais ricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela regava alguns vasos e arrancava as folhas mortas de umas plantas, postas em frente à loja. Ela era mais bonita ainda de perto. Seu perfume pairava no ar. Seus cabelos eram macios e escorriam por sobre seus ombros. Um sorriso cativante e maçãs do rosto rosadas como as de um bebê. Parecia um anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele só precisava dar mais alguns passos, e parar de sorrir como se estivesse em frente à uma pilha de ouro. Foi quando ela o interpelou, serenamente. Ele se deu conta de que já estava em frente à loja, e completamente paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estranhou, sorriu e repetiu a pergunta. Enquanto ele parecia imitar uma estátua. O cavalo relinchou e o rapaz se assustou. Foi então, que um homem alto, robusto e de queixo largo saiu de dentro da loja, para ver o que acontecia.&lt;br /&gt;Ele se aproximou dos dois, e perguntou se aquele bom homem com um cavalo escandaloso e flores na mão procurava por algo naquela loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trêmulo, ele perguntou o valor daqueles vasos. Recebeu uma simpática resposta do homem, que brincou com ele, falando das flores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aposto que está levando para sua namorada, meu jovem! Nota-se que você sabe cortejar uma donzela. Não perca esse dom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem provável que fosse parte da péssima lábia dos vendedores locais. Mas foi simpático da parte dele tentar deixar o rapaz menos tenso. Em seguida ele puxou a mocinha pela cintura e a ergueu no colo, em seguida a beijando. A pôs no chão novamente, e voltava para o interior da loja, antes dizendo que sempre que precisasse de vasos e plantas, o rapaz poderia ir até lá que seria bem atendido.&lt;br /&gt;Então o jovem agradeceu. Olhou para ela uma última vez, e num sorriso amargurado pôs-se a puxar o cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores na mão, ele as admirava. Com um andar fúnebre, lembrava do doce sorriso de sua “ex-donzela”. Deixou as flores sobre uma mesa de pedra, montou o cavalo e debruçou-se sobre as costas do animal, o acariciando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelo menos eu tenho companhia pra voltar pra casa. E que não reclama...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-5834536246930098646?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/5834536246930098646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=5834536246930098646&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5834536246930098646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5834536246930098646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/07/terceiro-ato.html' title='Terceiro ato'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-6873353026441159609</id><published>2007-06-30T08:52:00.001-07:00</published><updated>2007-06-30T08:52:22.581-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Falhar é semear a descrença naquilo em que acreditamos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme V de Vingança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-6873353026441159609?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/6873353026441159609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=6873353026441159609&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6873353026441159609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6873353026441159609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/06/falhar-semear-descrena-naquilo-em-que.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-8440706147633005332</id><published>2007-03-16T22:44:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T22:45:24.083-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;XIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pararam num beco. A noite começava a dar vez a manhã e os primeiros raios de sol apareciam tímidos no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fúnebre figura o ergueu do chão. E os dois estavam diante duma parede.&lt;br /&gt;E as trepadeiras começaram a se abrir, numa passagem para fora daquele lugar.&lt;br /&gt;Ele via mais uma vez o seu vilarejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ver as pessoas passando.&lt;br /&gt;As crianças correndo. Os homens indo trabalhar. As velhas senhoras. Carroças e cavalos. As árvores retorcidas e casas pobres.&lt;br /&gt;A incidência dos raios matinais tornaram a cena esplendorosa. Como um milagre que acontece diante dos seus olhos.&lt;br /&gt;Tudo como sempre foi. Agora, ele podia retornar ao seu lar e viver sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos molhados começaram a gotejar o chão de pedra.&lt;br /&gt;Ele via a liberdade ao seu alcance.&lt;br /&gt;Mas quando pensou em sair para junto do vilarejo, novamente habitado, suas pernas não lhe obedeceram.&lt;br /&gt;E ele também não fez grande esforço para contrariar isso.&lt;br /&gt;Olhou mais uma vez. As velhas senhoras observam tudo e todos. Os mesmo homens de expressões cansadas.&lt;br /&gt;As crianças correndo dum lado para o outro – que mal sabiam o que o tempo lhes guardava – e tudo o mais que ele viu e viveu por anos. E continuaria a viver.&lt;br /&gt;Recuou um passo. A outra perna seguiu. Recuando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem o olhou. Ele olhou para o homem. Com expressão tranqüila, ele voltou o olhar a passagem. Esta começou a se fechar lentamente.&lt;br /&gt;A visão do vilarejo e das pessoas foi se perdendo.&lt;br /&gt;As folhagens se entrelaçarem até se fecharam na parede sólida de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo voltou a ficar escuro. Os raios de sol foram encobertos por nuvens negras.&lt;br /&gt;Não voltaria uma vez mais à vida miserável e sem sentido que levava.&lt;br /&gt;Ficaria ali mesmo, naquele jardim. Naquele jardim que o fascinou durante muito tempo. E agora fascinava ainda mais.&lt;br /&gt;Mesmo que não hospitaleiro. E o botará a provações. Ele não sairia mais dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaria ali. Amando aquilo que sempre amou.&lt;br /&gt;E não tentando amar algo que jamais irá amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-8440706147633005332?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/8440706147633005332/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=8440706147633005332&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/8440706147633005332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/8440706147633005332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/xiii-ento-pararam-num-beco.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-4242198263846655102</id><published>2007-03-15T18:00:00.000-07:00</published><updated>2007-03-15T18:01:29.693-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;XII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no mundo dos sonhos, a dor e o cansaço haviam desaparecido.&lt;br /&gt;Então, num súbito ele despertou.&lt;br /&gt;Quando mais uma pedra caiu. Dessa vez em cima de seu braço&lt;br /&gt;Um grito estridente de dor quase lhe arrebentou a garganta. Por pouco não desmaiou.&lt;br /&gt;O ar lhe faltou por várias vezes. Não havia sequer forças para chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedra lhe cobria até o cotovelo. Era pesada demais para que ele a erguesse. E ele não tinha forças para tal ação. Era quase certo que estivesse quebrado, tanto pelo tamanho quanto pela queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertigens lhe tomavam os olhos, e a faziam sua cabeça girar.&lt;br /&gt;Tudo passou a tremular.&lt;br /&gt;Vozes pareciam entrar pelos seus ouvidos. Sentia-se cercado por todos os lados.&lt;br /&gt;A dor o cegava, o emudecia, o ensurdecia.&lt;br /&gt;Só conseguia gemer, e com muito esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fogo ficou mais intenso. A dor começava a se estabilizar. A lucidez voltava aos poucos, como pingos d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou a ouvir apenas o sibilar do vento. O braço latejava.&lt;br /&gt;Então, o som de passos se aproximando o assustou.&lt;br /&gt;Olhou com certo desespero. Os olhos avermelhados de terror estavam ofuscados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a estranha figura que antes havia encontrado. De capa, chapéu e botas pretas, ele se aproximou lentamente. Ficou observando o homem deitado, com ferimentos pelo corpo, e preso a uma pedra – que tinha quase metade do seu tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem não tinha mais forças, e rezou para morrer. Exausto, tudo o que ele conseguia enxergar era a imagem desfocada dum homem que inspirava terror. E esse, apenas lhe rodeava. Observando. Andando dum lado para o outro. Num ritmo irritante.&lt;br /&gt;Então, ele parou diante da pedra, abaixou-se e a abraçou contra o peito. Ergueu-a e em seguida a largou ao lado, sem nenhuma delicadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou-se ao rapaz, semidesfalecido. Agarrou-o bruscamente pelo ombro da camisa grosseira e o arrastou corredor adentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-4242198263846655102?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/4242198263846655102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=4242198263846655102&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/4242198263846655102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/4242198263846655102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/xii-j-no-mundo-dos-sonhos-dor-e-o.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-7153018082809224900</id><published>2007-03-14T19:02:00.000-07:00</published><updated>2007-03-14T19:03:08.022-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;XI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda perplexo, ele voltou a caminhar em direção ao acaso. A dor já havia diminuído, mas suas pernas e pés ardiam. O sangue das mãos já havia estancado, mas a dor permanecia.&lt;br /&gt;Cansado e machucado, fome, sede e sono começaram a lhe atordoar os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pálpebras pesavam, assim como o corpo todo. Cada passo era o resultado dum sacrifício. Mas ele não podia parar ali. Não estava disposto a perecer entre aqueles muros sujos.&lt;br /&gt;O medo se fazia apenas internamente, pois suas feições demonstravam apenas tristeza e cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando e andou, como desde que havia atravessado aquele portão.&lt;br /&gt;Mas de forma alguma se sentia arrependido. Estava disposto a vasculhar aquele local, que desde sempre lhe atiçava a curiosidade, assim como um cão provoca um gato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés arrastavam no chão, abrindo pequenas trilhas entre as folhas secas caídas sobre as pedras largas.&lt;br /&gt;A sensação de vigilância ainda lhe vinha no encalço, mas ele preferiu não olhar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ouviu um estrondo. Virou-se assustado para trás. Mas não havia nada ali. Apenas o mesmo cenário.&lt;br /&gt;Continuou, dessa vez com mais cautela. E mais um estrondo, dessa vez mais alto. E outro. E seguido por mais um. E começou a não parar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos se arregalaram, e tentou apurar os ouvidos. O barulho parecia-se com passos. Mas passos gigantes. E se aproximava cada vez mais. Até chegar aos seus olhos.&lt;br /&gt;Eram os muros do jardim que estavam em queda. Tombando um sobre os outros, pedras do topo caiam das muralhas até o solo. Não era possível ver de onde elas viriam, pois a luz das jardineiras não chegava até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, as pedras começaram a cair em sua direção. Ele apenas saiu em disparada.&lt;br /&gt;Mancando das duas pernas, ele tentava ignorar a dor. Mas não era tão simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pulmões pesavam mais a cada passo. Mas ele não parou de correr. Dobrando a cada curva que se fazia em seu percurso, ele buscava desesperadamente uma saída.&lt;br /&gt;Seus pés sangravam, enchendo os sapatos de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente, ele olhou para trás, para que pudesse avaliar as condições. Então se pos mais veloz ainda.&lt;br /&gt;Pois as pedras já não caiam mais do topo, aleatoriamente. Agora, colunas inteiras tombavam uma sobre as outras. Os muros se faziam em pedaços, rasgando as trepadeiras durante a queda e apagando as chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele correu o mais que pode. Então, o silêncio se fez novamente. Ele percebeu logo e parou. Seus pés precisavam de descanso. Não só seus pés, mas seu corpo todo. Seu corpo e sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poeira que as pedras levantaram começou a baixar. Ainda havia fogo, e era possível ver a proporção da destruição causada pelas quedas dos muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no chão, ele observava em silêncio. Apoiado nos braços, o cansaço começou a lhe possuir. Estirou o corpo no chão. Olhando para as estrela, começou a relaxar os músculos e o sono lhe tomou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em questão de instantes ele havia adormecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-7153018082809224900?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/7153018082809224900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=7153018082809224900&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/7153018082809224900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/7153018082809224900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/xi-ainda-perplexo-ele-voltou-caminhar.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-5871821881680297379</id><published>2007-03-12T18:27:00.000-07:00</published><updated>2007-03-12T18:28:12.841-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;X&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Forçando sua saída com todas as forças, cravando os dedos no vão das pedras, parecia que até os ossos iriam encostar-se às paredes.&lt;br /&gt;Contorcendo-se como um enterrado vivo finalmente conseguiu chegar ao outro lado, com as pernas machucadas e as mãos esfoladas. Alguns dedos sem unhas e muito sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sequer levantou do chão, pois não havia mais forças. Gemendo e chorando de dor, rasgou as pernas das calças para aliviar a dor.&lt;br /&gt;            Olhou para o buraco, e não conseguiu acreditar que passou por uma passagem tão estreita. E quando se deu conta, não havia mais fogo ali dentro e nem do outro lado. Tudo já havia retornado ao clima noturno de outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Pôs-se de pé, com dificuldade, e continuou em frente. Um outro corredor com curvas, jardineiras e muros altos. Sempre o mesmo cenário naquele lugar. Nada se alterava. Ele não fazia idéia de onde estava ou para onde estava indo. Apenas avançava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda com a sensação de estar sendo vigiado por outros olhos, virou-se bruscamente, e então deu de cara com uma estranha figura.&lt;br /&gt;Num grito instintivo pulou para trás e caiu. Desesperado, com o coração parecendo explodir em seu peito, não conseguiu ter nenhuma outra reação.&lt;br /&gt;Tentou gritar, mas sua voz não saia. Tentou correr, mas seu corpo não o obedecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estranha figura de longo manto preto, botas de couro e chapéu escuro o agarrou com as mãos pela camisa e puxou para si. Era um homem alto, de aparência velha e cabelos acinzentados. A pele maltratada pelo tempo e a rugas tornavam seu rosto agressivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal conseguindo respirar o jovem rapaz apenas fitou seus olhos, com medo.&lt;br /&gt;O velho senhor apenas o olhou fundo nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largou-o bruscamente no chão e caminhou para uma direção qualquer, sumindo numa das passagens. O jovem se ergueu depois de alguém tempo e foi-lhe atrás, cautelosamente.&lt;br /&gt;Ele poderia ser a saída daquele lugar.&lt;br /&gt;Mas ao fazer o mesmo caminho que ele, não havia mais a passagem na qual o estranho homem havia entrado. Agora havia apenas uma parede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-5871821881680297379?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/5871821881680297379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=5871821881680297379&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5871821881680297379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5871821881680297379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/x-forando-sua-sada-com-todas-as-foras.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-5598101238515839621</id><published>2007-03-09T18:17:00.001-08:00</published><updated>2007-03-09T18:17:58.815-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;IX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Caminhou pelo corredor horizontal que apresentava cada uma das entradas. Não era possível ver o final de nenhum dos caminhos: ou eram muito longos, ou se dobravam em outro caminho.&lt;br /&gt;Sem nenhuma grande idéia, conferiu seu destino à aleatoriedade.&lt;br /&gt;Entrou num corredor qualquer. Todos eram tão parecidos, que não viu distinção alguma entre as passagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma tênue luz iluminava o corredor escolhido, o que para ele não fez grande diferença.&lt;br /&gt;Andou por horas com a desagradável impressão de estar sendo seguido, mas sem coragem de olhar para trás.&lt;br /&gt;O corredor se dobrava em muitas curvas, sem nenhuma mudança de cenário: jardineiras flamejantes há alguns palmos do chão e os altos muros cobertos de folhas.&lt;br /&gt;Caminhando, agora quase que sem preocupações, percebeu que o caminhou começava a ficar mais estreito. Era com se os muros o pressionassem. Chegou ao ponto de ter que caminhar com o corpo de lado, pois se fosse normalmente se queimaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então se deparou com uma portinha simples de madeira, com uma argola de ferro presa no centro.&lt;br /&gt;Puxou, mas não conseguiu abri-la por completo, não havia espaço para isso. Observou o interior, e viu escuridão. Olhando mais atentamente, viu que havia uma saída do outro lado. Mas a julgar pelo tamanho da porta, o caminho deveria ser estreito demais até para que uma criança atravessasse.&lt;br /&gt;As noites costumavam serem sempre frias ali, mas dentro desses muros eram estranhamente quentes. E agora, esquentava cada vez mais.&lt;br /&gt;O estreito caminho começou a se iluminar. Ele achou estranho, e ao olhar pra trás, viu que o corredor pegava fogo. Chamas da altura dos muros avançavam em sua direção.&lt;br /&gt;O desespero lhe tomou conta e caso quisesse viver só havia um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os pés forçou a pequena porta, tentando abri-la o bastante para que ele entrasse. Quebrou-a com chutes, deitou e começou a se arrastar. Era realmente muito estreito. As paredes lhe pressionavam o corpo inteiro, como se o fossem esmagar. Logo, o fogo já havia chego à porta. O calor era insuportável e se arrastar por ali era duma dificuldade tremenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas não desistiu, pois nem poderia. Não estava nos seus planos morrer ali naquele estreito túnel. O fogo já começava a invadir a passagem. Sentiu seus pés ficando perto das chamas. Cravou as unhas no vão das pedras e se arrastou, como um aleijado que só pode se mover com os braços.&lt;br /&gt;            Gritando para buscar forças e também de dor - o fogo já queimava seus pés - ele conseguiu avançar mais rapidamente. Porém não tão rápido quanto o fogo, que já estava quase em seus joelhos e não havia de parar por ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-5598101238515839621?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/5598101238515839621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=5598101238515839621&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5598101238515839621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5598101238515839621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/ix-caminhou-pelo-corredor-horizontal.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-9165332997447828168</id><published>2007-03-06T14:26:00.000-08:00</published><updated>2007-03-06T14:27:21.747-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;VIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Uma árvore de médio porte, de galhos secos e tronco retorcido, estava no meio da sala. Ao seu redor, flores mortas e terra escura. Algumas folhas ainda queimavam e o fogo começava a esquentar o ambiente. As chamas das jardineiras não conseguiam iluminar por completo as paredes em toda sua altura, então uma boa parte de escuridão ainda permanecia, e a luz dava aquele lugar uma aparência mais amedrontadora ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que lugar seria esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou ao corredor. O fogo também havia chego ali, e agora podia ver com clareza o lugar. O portão continuava fechado, como sempre esteve quando ele estava do lado de fora. Sem saber o que fazer voltou para a outra sala.&lt;br /&gt;Buscando uma solução mágica, sentou e ficou imaginando formas de sair dali.&lt;br /&gt;Quando então, um pequeno brilho numa parede lhe chamou a atenção. Correu até ele. Arrancou as trepadeiras aos puxões e uma porta se revelou. O brilho que havia visto vinha da fechadura desta. Espiou por ela, e viu mais fogo do outro lado. Nem se ele quisesse conseguiria subir o muro. As trepadeiras não o agüentariam e forçar uma porta de pedra seria tolice. Começou a procurar uma chave, guardada num canto qualquer. Após muito procurar em vão, desistiu. Deitou-se, cansado e desiludido. Lágrimas de desespero escorriam pelo seu rosto, misturando-se ao suor e caindo no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então, que olhando para aquela árvore seca e retorcida, viu no seu topo, algo pendurado. Levantou esfregando os olhos e apurou a visão. Sim, era o que ele procurava. Uma chave. E muito provável que fosse a que abriria a nova porta. Subiu com facilidade a árvore, pegou-a e então abriu porta. Era pesada, obviamente, pois sendo uma porta de pedras não seria diferente.&lt;br /&gt;Com força a empurrou forçando passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observou por alguns instantes. Mais perplexo ainda.&lt;br /&gt;Atravessou a porta.&lt;br /&gt;Ao chegar do outro lado, outro corredor, este menor e mais estreito. Chegando à sua ponta, viu que agora vários novos corredores surgiam.&lt;br /&gt;Um suspiro de desânimo. Mas se desistisse, o que faria? Morreria de fome, ou então, sabe-se lá o que lhe tiraria a vida.&lt;br /&gt;Olhou para todas as entradas bem iluminadas pelo fogo que ali também chegará, mas que ainda assim não mostrava o final de nenhum dos caminhos.&lt;br /&gt;Após muito pensar, decidiu-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-9165332997447828168?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/9165332997447828168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=9165332997447828168&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/9165332997447828168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/9165332997447828168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/viii-uma-rvore-de-mdio-porte-de-galhos.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-126247749083461946</id><published>2007-03-02T15:46:00.000-08:00</published><updated>2007-03-03T23:43:34.415-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;VII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio se fez por completo, assim como a escuridão. Nuvens negras tornaram o céu mais negro ainda, cobrindo as estrelas, e tentando ocultar a lua. A pequena chama bruxuleante do lampião parecia não ser suficiente para lhe iluminar o caminho. Um caminho cheio de pedras soltas e folhas caídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar tinha uma aparência macabra, e tudo ali parecia conter uma aura negra.&lt;br /&gt;Repleto de vasos com terra seca, arbustos com folhas secas plantados no chão, e longas jardineiras com flores mortas presas às paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muros tão altos quanto os do lado de fora divisavam o interior do lugar, feito das mesmas pedras, com o mesmo musgo e arbustos presos a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para trás, o portão ainda estava aberto. Sentiu-se seguro para adentrar um pouco mais. Era um longo corredor esse logo na entrada.&lt;br /&gt;Chegando ao final, uma sala parecia se abrir em sentido circular. Devido à escuridão ele precisou contorná-la por completo, e apenas quando chegou ao ponto de partida, teve a certeza de que aquela era uma sala circular. Mas o estranho é que não havia outras passagens para além dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ouviu mais vozes, num murmúrio que o fez entrar em pavor. Dessa vez sem falar nada, apenas saiu em disparada, rumo aos portões. Chegar lá, para aumentar ainda mais sua aflição, eles estava fechados mais uma vez. Tentou forçar os portões, mas era inútil. Cravou as unhas no vão entre o muro e o portão, mas apenas machucou seus dedos.&lt;br /&gt;Sentiu o sangue congelar em suas veias. O medo lhe tomou por completo. E as vozes continuavam, e agora se aproximando mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber para onde ir, apanhou uma pedra no chão e caminhou corredor adentro. As vozes foram ficando mais altas a cada passo, então esticou o braço pondo o lampião mais à frente. Chegou de volta à sala em que estivera anteriormente, as vozes se calaram.&lt;br /&gt;O que lhe causou mais medo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avançando sala adentro, girando em busca de algo, tropeçou, então caiu e seu lampião também, se espatifando no chão e lançando fogo nas folhas espalhadas pelo chão, que facilmente se inflamaram. Logo a sala quase inteira estava em chamas, quando então o fogo atingiu uma jardineira no chão, que queimou e o fogo correu por diversas outras jardineiras, como num sistema de iluminação. O cheiro de algo queimando era forte e desagradável, mas agora ele podia enxergar claramente o que ali estava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-126247749083461946?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/126247749083461946/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=126247749083461946&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/126247749083461946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/126247749083461946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/03/vii-o-silncio-se-fez-por-completo-assim.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-7987664172738228834</id><published>2007-02-28T17:17:00.000-08:00</published><updated>2007-02-28T17:19:43.233-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;VI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros raios de sol da manhã passavam pelas frestas da janela e iluminavam o assoalho da casa.&lt;br /&gt;Abriu os olhos e a luz forte parecia ferir-lhe as vistas. Levantou-se e foi logo pegar o cavalo.&lt;br /&gt;Percorreu à trote a cidade durante a manhã inteira. Nada. Nem uma viva alma ainda. O tédio começava a lhe ocupar a mente. Até as velhinhas estavam começando a fazer falta. Começou a vasculhar todas as casas, em busca de distração.&lt;br /&gt;Avesso às idéias que agora lhe percorriam, ele sentia falta das pessoas dali. Ou então, apenas se sentia só. Bem mais provável essa última, pois viverá quase a vida toda só. Sem família.&lt;br /&gt;Com o corpo dolorido, apeou do animal e caminhou lhe puxando as rédeas. A noite já cobrirá o céu, e os grilos cantarolavam ocultos na grama.&lt;br /&gt;Chegou até sua nova casa, amarrou o animal nos fundos e foi deitar. Mas estava inquieto. Por dentro, ansiava por algo. Então se levantou, e tomou o único rumo que lhe causava a insônia: os muros.&lt;br /&gt;Com um lampião à mão, caminhou ao lado daquelas gigantes muralhas, percorreu uma breve extensão, e foi aos portões.&lt;br /&gt;Caminhando lentamente até os portões, não acreditou em seus olhos. Aquele pesado portão de ferro estava entreaberto.&lt;br /&gt;Ficou boquiaberto e sem reação por alguns instantes. Um calafrio lhe subiu dos pés à cabeça. Seu corpo inteiro tremia, sua testa suava e seus olhos se arregalaram.&lt;br /&gt;Após despertar do transe momentâneo, deu alguns passos, não mais que três ou quatro, em direção ao portão.&lt;br /&gt;Tocou-lhe com a ponta dos dedos, como se o acariciasse.&lt;br /&gt;Foi então que começou a ouvir um leve murmúrio. Assustou-se. Girou em torno de si mesmo, erguendo o lampião. Mas era uma luz fraca demais para enxergar algo à mais que alguns metros de distância. Chamou por alguém que ali estivesse, mas não obteve resposta. O vento parecia estar soprando mais frio.&lt;br /&gt;Então se virou novamente ao portão, ainda aberto. Dando alguns passos cautelosos e com as pernas trêmulas, ele o atravessou, adentrando finalmente àquela fortaleza.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-7987664172738228834?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/7987664172738228834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=7987664172738228834&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/7987664172738228834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/7987664172738228834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/vi-os-primeiros-raios-de-sol-da-manh.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-6534843766797268929</id><published>2007-02-26T18:58:00.000-08:00</published><updated>2007-02-26T18:59:22.533-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se assustavam com aqueles muros. Com medo de assombrações, maldições e raramente ladrões. Mas até mesmo os ladrões se sentiam desconfortáveis com o clima macabro que se criava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa era mais que um sonho para ele. Jamais se virá morando num lugar tão luxuoso. Pertencia ao criador de porcos, que também era o prefeito do vilarejo.&lt;br /&gt;Com as dispensas cheias, não precisou mais voltar à taverna para abastecer os mantimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Cinco dias já haviam se completado, sem que visse qualquer pessoa por ali.&lt;br /&gt;Numa manha, estava caminhando pelos pastos, fatigado pela andança e pelo sol deitou na relva. Fechou os olhos, e pensou e como seria bom ter ali um cavalo.Ele adorava cavalos. Para ele, não existia nada mais lindo que esses animais.&lt;br /&gt;Cavalgará muito durante sua infância com o pai. Mas este havia morrido cedo, duma epidemia, em outro vilarejo, numa cidade distante.Então o jovem teve que começar desde cedo a trabalhar ajudando no sustendo da casa, junto com a mãe. Até que essa também se foi, numa noite fria.&lt;br /&gt;            Se via sozinho no mundo, mas não triste por estar sozinho. Triste pela vida que levava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Perdido em pensamentos lembrou da sensação agradável de cavalgar. Adorava cavalgar. Mas já fazia muitos anos que não montava num animal desses para se deleitar com o galope e a brisa lhe batendo no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Então ele abriu os olhos. A cabeça caiu para o lado e de repente ele gritou e se pos em pé. Tropeçou alguns passos para trás, ofegante. O coração batia acelerado.&lt;br /&gt;Não podia ser. Era impossível!&lt;br /&gt;Como num passe de mágica, um cavalo surgirá.Marrom da cor da terra, crina negra, longa e escorrida e patas largas. Pastando a relva.&lt;br /&gt;Ele se aproximou do animal, e lhe tocou com receio. Até se assegurar que era apenas um cavalo normal.&lt;br /&gt;Então montou o animal, e cavalgou pelo resto do dia.&lt;br /&gt;Ao cair da tarde, voltou para casa.&lt;br /&gt;Após dar de comer ao animal, banhou-se e deitou. Nessa noite, sonhou com os dias em que galopava com o pai e os olhos se encharcaram de saudades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-6534843766797268929?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/6534843766797268929/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=6534843766797268929&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6534843766797268929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6534843766797268929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/v-muito-se-assustavam-com-aqueles-muros.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-6606681391703139276</id><published>2007-02-24T06:43:00.000-08:00</published><updated>2007-02-24T06:44:26.275-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não diferente do dia anterior, fora acordado pelo sol batendo em seu rosto.&lt;br /&gt;Abriu uma fresta da janela e não viu ninguém nas ruas. Absolutamente ninguém. Nenhum barulho. Despreocupado, fechou a janela e voltou a dormir.&lt;br /&gt;Despertou algumas horas depois, num pulo. Assustado por um barulho.&lt;br /&gt;Olhou para o lado e havia sido ele mesmo, quem derrubará com o braço, do banco ao lado da cama, a flauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolveu sair da cama. Era tarde, e o sol estava numa temperatura agradável. Tirou a camisa pesada. Há muito gostaria de andar com o peito desnudo pelas ruas. Aquele calor sempre o atormentará. Era feliz pelo verão ser curto.&lt;br /&gt;Comeu muito bem após sair da cama. Deitou o franzino corpo na varanda de sua casa e ficou ali por horas. Viu o sol se esconder atrás das montanhas e a lua e as estrelas começaram a brilhar no céu escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até o quarto só para pegar sua flauta. Avistou uma garrafa de vinho e a apanhou também. Tocou e bebeu noite adentro. Até que já não tinha mais tanta coordenação para tocar. E então adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era o terceiro dia desde o sumiço dum vilarejo inteiro.&lt;br /&gt;Seus dias nunca foram tão divertidos e tranqüilos.  Nunca se sentiu tão leve.&lt;br /&gt;Comida não faltava na casa dos outros. E bebida tão pouco. A taverna era sua dispensa.&lt;br /&gt;As velhas senhoras enrugadas não estavam mais ali para cochichar entre si quando ele passava. O velho carroção que levava lenha não o acordava mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele adorava caminhar por essa cidade tranqüila. Nem mesmo visitantes haviam mais ali aparecido. A cidade não tinha nenhuma razão especial para ser visitada, mas volta e meia alguns comerciantes passavam por ali. Trazendo tecidos rústicos e raramente algumas iguarias, como louças, pequenas jóias e comidas exóticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando de uma de suas caminhadas reparou como sua casa estava maltratada. Parou diante de sua morada e vislumbrou um lar melhor para ele. Agora que não havia ninguém para apontar-lhe o dedo e acusá-lo de pecado da luxúria.&lt;br /&gt;No dia seguinte saiu de casa com suas roupas e alguns pertences enrolados num lençol velho. Encontrou uma confortável e simpática casa, de ambiente agradável, e ali mesmo se acomodou.&lt;br /&gt;A choupana dava de frente com os portões. É claro que a mudança fora uma desculpa para se aproximar do portão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-6606681391703139276?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/6606681391703139276/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=6606681391703139276&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6606681391703139276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6606681391703139276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/iv-no-diferente-do-dia-anterior-fora.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-2918918539793827981</id><published>2007-02-20T08:25:00.000-08:00</published><updated>2007-02-20T08:27:53.800-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;III&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol batia no seu rosto branco e o forçou a abrir os olhos. Olhou pela janela e já era tarde. Passava do meio-dia. O que haveria acontecido com o carroceiro que passava todas as manhas em frente a sua casa, acordando-o com o barulho das lenhas batendo entre si?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Arrumou-se rápido, sem nem mesmo parar para comer algo. Saiu de casa as pressas. Abaixou a cabeça pela vergonha de ter dormido até tarde. Não queria ter que encarar as pessoas. Era apenas um vilarejo, desses em que todos se conhecem e cuidam da vida uns dos outros. Mas estava feliz no fundo, pelo merecido descanso. Ele já não lembrava mais da ultima vez em que havia feito isso. E trabalhava de sol a sol todos os dias. Não tinha motivo para se envergonhar. E isso lhe ecoou pela mente. Então ergueu a cabeça.&lt;br /&gt;E não viu nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada além do mesmo cenário de sempre. Os casebres pobres, as cercas tortas e mal pregadas, as estradas de terra marcadas pelas rodas das carroças...&lt;br /&gt;O silêncio só fora quebrado pelo barulho duma janela aberta, batendo ao balanço do vento. Passou por ela tentando olhar o seu interior, mas estava escuro demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou de caminhar e pôs seus olhos a correr ao seu redor. Nem pessoas. Nem animais. A cidade estava deserta. Deu alguns passos perdidos, rumando junto ao vento, como se empurrado por ele.&lt;br /&gt;Chamou por alguém, mas só o vento lhe respondia.&lt;br /&gt;Quando se deu conta estava perto do muro. Há poucos passos daquele portão que era, aparentemente, a única entrada para aquele lugar protegido por muralhas enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhou até ele. Parou a sua frente e o fitou com os olhos. Olhou para os lados, ainda perplexo e incrédulo com o sumiço de todos. E voltou a fixar os olhos no portão.&lt;br /&gt;Dessa vez havia algo diferente nele. Ele parecia estar mais leve. Ou pelo menos era essa a sensação que ele agora transmitia.&lt;br /&gt;Então o rapaz o tocou. Espalmou-o com as duas mãos e fez força para empurrá-lo. Fez muita força. Tentou várias vezes. Até desistir. Estava arfando. O portão continuava pesado como sempre. Não havia deixado de ser um enorme bloco de ferro bruto e gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então ninguém sabia como esses muros haviam sido erguidos. Não se conhecia o proprietário. E também não havia histórias sobre como ele fora erguido. Mas era notável sua idade avançada, devido à cor escurecida das pedras, ao seu desgaste e ao manto de vegetais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol começava a baixar. Resolveu ir para casa. Com passos preguiçosos e expressão despreocupada.&lt;br /&gt;Talvez tudo fosse um sonho. E daqui a pouco ele acordaria.&lt;br /&gt;Chegou em casa. Comeu e bebeu. Leu algumas páginas dum livro velho, quase esquecido em cima da mesa. E tocou sua flauta. Então, adormeceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-2918918539793827981?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/2918918539793827981/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=2918918539793827981&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/2918918539793827981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/2918918539793827981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/iii-o-sol-batia-no-seu-rosto-branco-e-o.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-5430963529872572475</id><published>2007-02-15T11:19:00.000-08:00</published><updated>2007-02-15T11:24:25.661-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele caminhou, caminhou e caminhou. Parecia não ter mais fim. E não havia chego a dobrar em nenhuma aresta ainda. Apertou o passo, mais ainda mantendo a percepção ao extremo, para que nada lhe passasse pelos olhos. Finalmente dobrou uma das esquinas. Ali por perto não havia nada além duma planície escura. O silencio era total, a não ser pelo farfalhar das folhas secas aos seus pés. A terra era seca e o vento que ali soprava era frio e mórbido. Nem arbustos rudes cresceriam naquela terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou a andar. Prestando atenção nos muros. Nada de diferente havia sido avistado pelos seus olhos, mas a curiosidade não diminuirá por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia chego finalmente à última parede. Não viu nada além de muros sujos de musgo e coberto pela folhagem.&lt;br /&gt;Assim que acabasse iria estar no caminho de casa novamente. Seus pés já doíam. Suas pernas estavam cansadas. Achou que não valia a pena completar a volta, amanha passaria por ali mesmo.&lt;br /&gt;Estava um tanto quanto decepcionado, pois não havia encontrado nada que o encantasse.&lt;br /&gt;Foi direito pra casa. Precisava dormir. Essa noite seria mais curta para ele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-5430963529872572475?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/5430963529872572475/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=5430963529872572475&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5430963529872572475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/5430963529872572475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/ii-ele-caminhou-caminhou-e-caminhou.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-6307607308985821998</id><published>2007-02-08T21:46:00.002-08:00</published><updated>2007-02-08T21:46:14.877-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;                                                                             &lt;strong&gt; I&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Toda noite ele passava por ali. Já estava escuro demais para poder enxergar mais detalhes. E só em noites de lua cheia o que havia além dos altos muros podia ser mais bem visto.&lt;br /&gt;Bastava subir em alguma árvore ao redor e já podia se ver algo do lado de dentro.   Mesmo assim, não se conseguia enxergar muito.&lt;br /&gt;Pela manha ele jamais subiria. Tinha medo de que alguém gritasse à sua direção. Não queria ser conhecido como “herege” ou “enviado do demônio”...&lt;br /&gt;Pois é assim que seria tratado se tentasse espiar o que aquelas altas paredes guardavam.&lt;br /&gt;Aqueles muros não eram bem vistos. E na verdade, ninguém sabia o porque. Não se tinha conhecimento de ninguém naquela localidade que conhecesse a origem dessas paredes de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E sua curiosidade seria interpretada de maneira errada. Ele não seria muito bem visto pelos demais cidadãos, que fingiam não haver muro algum ali, mas que também sabiam perfeitamente o quanto deveriam se manter longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subir em árvores sempre foi uma brincadeira para crianças. Não para homens barbados. E seria pior ainda subir em árvores para espiar o que se abrigava além dos muros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não era o único que queria ver o que aqueles muros guardavam. Mas era o único a tomar alguma iniciativa para descobrir. Mesmo sendo uma atitude tão tímida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um portão. Grande. Enorme. Mais de duas vezes a sua altura. E provavelmente estaria trancado. Ninguém nunca tentou afastá-lo, mas portões assim sempre ficam trancados. E com muros tão altos, do que adiantaria um portão destrancado?Talvez com uma enorme tranca do lado de dentro. E mesmo se estivesse aberto ele iria precisar de uns dez cavalos para abri-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garotos espiavam através do buraco da fechadura. Em grupos, que sempre eram espantados pelas senhoras ranzinzas que moravam perto.&lt;br /&gt;Ele também já espiara, mas durante a noite, quando não era possível enxergar nada além da escuridão.&lt;br /&gt;Um dia ele havia espiado durante o dia, escondindo entre os garotos. Via-se uma árvore seca e retorcida. Com algumas folhas marrons, já caindo. As folhas que jaziam em torno cobriam quase todo o chão de pedras.&lt;br /&gt;Então as senhoras espantaram as crianças novamente, e ele saiu em disparada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as noites ele passava por ali. Era o caminho que tinha de ser feito para que pudesse ir trabalhar. E sua curiosidade se aguçava cada vez mais. Assim como o olfato se aguça quando estamos com fome.&lt;br /&gt;Isso desde que ele se lembra de ter visto aquilo pela primeira vez. E isso desde que subia em árvores na calada da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os muros altos, com pedras acinzentadas já haviam sido envolvidos pelas plantas trepadeiras e pelo musgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era a primeira vez que ele caminhava paralelo aos muros. Mas nunca chegou a completar uma volta. Os muros eram extensos demais. Tão longos que ele não conseguia enxergar o final deles.&lt;br /&gt;Ele precisava ir para casa, descansar e começar um novo dia assim que o sol se erguesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite de lua cheia. E ao invés de subir em árvores para tentar adivinhar o que havia dentro daqueles muros, ele resolveu que iria percorrer toda a extensão. Era melhor que fizesse isso durante a noite, quando ninguém o veria. Além das senhoras ranzinzas, as pessoas da cidade não viam com bons olhos quem se interessasse por aquele lugar. Além das trepadeiras, muitas lendas haviam se agarrado àqueles muros.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-6307607308985821998?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/6307607308985821998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=6307607308985821998&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6307607308985821998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6307607308985821998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/i-toda-noite-ele-passava-por-ali.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-2819369775632388346</id><published>2007-02-08T21:46:00.001-08:00</published><updated>2007-02-08T20:53:52.410-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Além do jardim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-2819369775632388346?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/2819369775632388346/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=2819369775632388346&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/2819369775632388346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/2819369775632388346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/alm-do-jardim.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-7275468070149086349</id><published>2007-02-08T20:52:00.000-08:00</published><updated>2007-02-08T20:53:34.993-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_3Ol8A0aY1Z0/Rcv-UOSgunI/AAAAAAAAAAM/4skbAbvt5bk/s1600-h/Jardim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029393032275868274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_3Ol8A0aY1Z0/Rcv-UOSgunI/AAAAAAAAAAM/4skbAbvt5bk/s400/Jardim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-7275468070149086349?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/7275468070149086349/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=7275468070149086349&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/7275468070149086349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/7275468070149086349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_3Ol8A0aY1Z0/Rcv-UOSgunI/AAAAAAAAAAM/4skbAbvt5bk/s72-c/Jardim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-6800105502172341651</id><published>2007-02-08T20:51:00.001-08:00</published><updated>2007-02-08T20:44:15.698-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Um homem é tudo aquilo o que ele sonha ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme O Guerreiro da Paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-6800105502172341651?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/6800105502172341651/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=6800105502172341651&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6800105502172341651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/6800105502172341651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/02/um-homem-tudo-aquilo-o-que-ele-sonha.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-116779922595356833</id><published>2007-01-02T20:38:00.000-08:00</published><updated>2007-01-02T20:43:28.353-08:00</updated><title type='text'>"Não haveria tempo para um segundo disparo."</title><content type='html'>&lt;p&gt;E na vida é assim mesmo.&lt;br /&gt;Somos sempre pegos despreparados, com apenas uma flecha. E muita esperança.&lt;br /&gt;Esperança de atingir o alvo certo. Esperança de o alvo atingido ser mesmo o certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao menos soubéssemos como funciona, como age e como pensa... Mas "não dá pra explicar o sabor do açúcar. Pra saber se você vai gostar ou não, precisa experimentar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então começamos a pensar... Cogitar, avaliar, calcular, refletir e fantasiar.&lt;br /&gt;Fantasiar.&lt;br /&gt;Imaginamos nossas vidas com a presença daquilo (suponham o que quiserem: carro, emprego, mulher, escova de dentes...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que atiramos.&lt;br /&gt;As vezes não é certeiro. Em muitas ocasiões nem acertamos!&lt;br /&gt;E então, acertando ou não, misturasse alivio e arrependimento:&lt;br /&gt;Alivio pela escolha feita. O fardo tirado das costas.&lt;br /&gt;E arrependimento pela parte deixada de lado.&lt;br /&gt;Afinal, escolher é abdicar de outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não se pode ter tudo.&lt;br /&gt;"Ah, pode sim! É só ter dinheiro. Muuuuuito dinheiro!"&lt;br /&gt;Sim, é verdade... mas algumas coisas não se compra com dinheiro.&lt;br /&gt;"Claro que se compra! Eu compraria até a tua alma!"&lt;br /&gt;E a minha fé?&lt;br /&gt;"Lógico. Compro e vendo pro capeta. =D"&lt;br /&gt;E quem garante que eu vou deixar de crer naquilo?&lt;br /&gt;"Ora essa, a sua palavra de homem! E a nota fiscal que eu vou fazer depois da compra..."&lt;br /&gt;Hmmmm...&lt;br /&gt;" 'Hmmmm' o que?"&lt;br /&gt;E tu acredita em tudo o que te dizem?&lt;br /&gt;" ¬¬ Não me sacaneie!"&lt;br /&gt;Não acredite em tudo o que te dizem, pois é natural de todos nós atendermos as necessidades mais imediatas. Pra então, nos arrependermos das besteiras que fazemos, e voltarmos atrás.&lt;br /&gt;Mesmo que eu venda minha fé no Batman pra ti. No fundo, no fundo, ainda vou acreditar nele. Em silêncio. Mas ainda acreditarei. E pode ser que tu nunca saiba.&lt;br /&gt;"Ahn... esse foi um pensamento bonito! =]"&lt;br /&gt;Brigado, brigado. Eu pratiquei na frente do espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mesmo que eu diga que a amo, olhando em seus olhos da cor do céu, meu coração sussurrará nos meus ouvidos:&lt;br /&gt;- Não amas ela. Não te traia. Amas outra.&lt;br /&gt;Amas aquela que não tem os olhos da cor do céu.&lt;br /&gt;Pára de mentir, homem! Pára de envenenar tua alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga que não sois capaz de amá-la.&lt;br /&gt;Peça perdão, uma, duas, cem, mi vezes! Até que tua língua seque de tanto implorar.&lt;br /&gt;E então, parte para os braços de quem realmente amas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois no fundo, sabes que ela o espera. E esperará somente a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não minta. E não deixe que a tola obrigação dos homens faça teu coração se trancafiar à sete chaves.&lt;br /&gt;Pára de envenenar tua alma, e de molestar a dela. Ela que te ama, mas não é amada por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre para o quente abraço da paixão verdadeira, antes que te deites com essa que pra ti não vale mais que uma meretriz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Willian Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira! =D&lt;br /&gt;Isso nem é Shakespeare. Eu mesmo quem escrevi!&lt;br /&gt;Olha a hora: 2 da madrugada!&lt;br /&gt;Eu to entediado e enchi lingüiça. (Mas ficou bonitinho, né?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se todos atendem as necessidades mais gritantes, quem atende as necessidades que ainda não deram as caras deveria ser tido como sábio.&lt;br /&gt;E é essa sabedoria que faz os infelizes. Aqueles que tem a vida inteira planejada, pronta em planilhas, onde não pode haver nenhuma alteração.&lt;br /&gt;Do café da manhã dessa quinta-feira, até o casamento do primeiro neto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então o certo seria seguir o extinto?"&lt;br /&gt;Às vezes sim. Às vezes não.&lt;br /&gt;"Pera... sim ou não?!"&lt;br /&gt;Cada um é responsável pelos seus próprios atos. Livre-arbítrio.&lt;br /&gt;Tu pode escolher ir pelo caminho da direita e pelo da esquerda.&lt;br /&gt;"Ah, nesse caso eu vou pelo do meio! =D Eu sou um gênio!"&lt;br /&gt;É o mesmo que ter dois casamentos, um em cada país.&lt;br /&gt;Uma semana com cada família.&lt;br /&gt;Por essas e outras, a vida é feita de escolhas. E na maioria delas, só se pode fazer uma.&lt;br /&gt;É claro que dá pra escolher uma coisa, dai se não gostarmos, dizemos "adeus" e podemos até buscar a opção que ficou de fora.&lt;br /&gt;"Divórcio! =D "&lt;br /&gt;Isso mesmo. Meu eu lírico é muito sábio. Me deixa orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se sou apenas eu, creio que não. Mas se fantasia tanto, mesmo numa simples decisão em potencial. Algo que está a anos de acontecer.&lt;br /&gt;As vezes até fantasiamos coisas ruins, pra poder fugir do arrependimento da escolha errada, sem admitir que essa escolha foi errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não existem escolhas erradas.&lt;br /&gt;Existem simplesmente escolhas.&lt;br /&gt;Algumas dão certo. Outras não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de trespassado pela seta da decisão, começasse a descobrir aos poucos, do que se tratou nossa caça.&lt;br /&gt;Às vezes se alcança a felicidade. Às vezes se ganha o tormento de presente.&lt;br /&gt;Mas toda a experiência é válida.&lt;br /&gt;As boas nos trazem ótimas coisas.&lt;br /&gt;As ruins nos ensinam a não cometer o mesmo erro uma segunda vez (mesmo que tanta gente ainda os faça)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ambas nos ensinar lições. E cabe a cada um, aprender e usá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro de muitas ocasiões, onde, na minha curta vidinha, eu tive sequer a oportunidade de um segundo disparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece até sacanagem do destino: volta e meia ele nos coloca em situações onde temos que optar por um ou outro.&lt;br /&gt;Mas optar por qual?&lt;br /&gt;Ainda se uma alternativa apresentasse mais vantagens que a outra, tudo bem. Era só ficar com a melhor.&lt;br /&gt;Só que nunca é assim. São vantagens e desvantagens diferentes. E todas elas formam um conjunto.&lt;br /&gt;E sempre, sempre, nós gostaríamos de poder termos os dois.&lt;br /&gt;Mas só se tem um disparo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas onde mais dói mesmo, é quando o bom senso briga com o coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dum lado, o bom senso lhe apresenta a racionalidade, o caminho mais coerente, as novas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro, o coração mostra sem o menor pudor os erros, os defeitos, e as vezes vantagens mínimas. Mas mesmo assim, consegue ser tão, ou mais forte que o bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o nosso mundo pára. E começamos a pensar.&lt;br /&gt;Mas o outro mundo não pára. O mundo real continua. E mais real do que nunca!&lt;br /&gt;As opções não vão esperar pra sempre. É preciso escolher. E não se tem caminho do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito mais difícil do que se imagina. E a cada vez parece mais cruel a escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vale mais?&lt;br /&gt;A coerência do bom senso, que o levará a um caminho de êxito?&lt;br /&gt;Ou seguir o que a alma quer, e não se envenenar?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Se eu soubesse a resposta, acho que ainda iria parar pra pensar.&lt;br /&gt;Pois nem sempre se tem tempo pra um segundo disparo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-116779922595356833?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/116779922595356833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=116779922595356833&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116779922595356833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116779922595356833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2007/01/no-haveria-tempo-para-um-segundo.html' title='&quot;Não haveria tempo para um segundo disparo.&quot;'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-116051551364019807</id><published>2006-10-10T14:24:00.000-07:00</published><updated>2006-10-10T14:25:13.653-07:00</updated><title type='text'>“.”</title><content type='html'>Todo início precisa de um final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como um livro apresente começo (meio) e fim, acredito que isso também se aplique a vida.&lt;br /&gt;Não somente a vida definida em longa data, como nascer, crescer, envelhecer e empacotar.&lt;br /&gt;Mas mais importante ainda, nos pequenos episódios que vivenciamos. Com durações mais efêmeras ou de médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, assisti aquele filme do Gasparzinho. Onde tem a máquina que vai poder fazer ele voltar a ser um menino.&lt;br /&gt;Daí a vilã do filme, movida pela ganância ( =O ) resolve se matar, virar um fantasma, roubar coisas, pra daí ressuscitar. Mas antes que ela o faça, não consegue, e é levada a sei lá onde.&lt;br /&gt;Durante a “desintegração” dela, um dos fantasmas mal educados amigos do Gasparzinho disse que ela não poderia continuar naquela condição de fantasma pois tinha assuntos inacabados. Coisas que ela não resolveu em vida.&lt;br /&gt;E foi então, que sabe-se lá o porque, isso me veio a mente.&lt;br /&gt;E comecei a “filosofar” sobre esse assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de sermos fantasmas, vejo que somos assombrados por estes. Esses “fantasmas” das nossas vidas, que volta e meia aparecem entre pensamentos, nos tirando a concentração e elevando a cólera.&lt;br /&gt;E isso é creditado aos nossos assuntos inacabados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo início precisa de um final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não enterramos os mortos, eles não descansam em paz.&lt;br /&gt;É preciso por um ponto final nessas histórias inacabadas que fazem parte das nossas vidas.&lt;br /&gt;Encerrar esses episódios que nos trouxeram alguma espécie de tormento. Matar essas lembranças perdidas em nossas mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais fácil que seja a conclusão, o problema vem quando é chegada à hora de por um ponto final.&lt;br /&gt;É preciso mais do que determinação pra encerrar uma história, e que nessas situações, nem sempre têm um final feliz.&lt;br /&gt;É preciso vontade. Vontade que é o que move o mundo. Que é o que move a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que finalizar episódios por conta própria faça feridas ainda abertas cicatrizarem mais rapidamente, do que se esperássemos que elas fizessem isso sozinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, todo início precisa de um final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirar o valor sentimental dum objeto e torná-lo banal pode ser o que falta para tirar alguém do fundo. Alguém que insiste em olhar aquele mesmo objeto todas as manhas, e em lutar por uma causa perdida.&lt;br /&gt;Alguém que insiste em sonhar um sonho do qual já acordou.&lt;br /&gt;Ou alguém que não deseja acordar.&lt;br /&gt;E não me refiro apenas ao amor, como acredito que aparente. Mas a tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que se adie a conclusão dum assunto, isso cedo ou tarde chegará.&lt;br /&gt;Por força externas, que levem a outras circunstancias.&lt;br /&gt;Quem sabe por intermédio de espectadores revoltados.&lt;br /&gt;Ou de forma inevitável, pela morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, todo início precisa de um final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-116051551364019807?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/116051551364019807/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=116051551364019807&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116051551364019807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116051551364019807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/10/blog-post.html' title='“.”'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-116019063913530312</id><published>2006-10-06T20:10:00.000-07:00</published><updated>2007-02-08T20:38:11.804-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Um homem é tudo aquilo o que ele sonha ser."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme O Guerreiro da Paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-116019063913530312?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/116019063913530312/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=116019063913530312&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116019063913530312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116019063913530312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/10/um-homem-tudo-aquilo-o-que-ele-sonha.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-116019061617221324</id><published>2006-10-06T20:06:00.000-07:00</published><updated>2007-06-29T21:51:02.992-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Falhar é semear a descrença naquilo em que acreditamos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme V de Vingança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-116019061617221324?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/116019061617221324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=116019061617221324&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116019061617221324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/116019061617221324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/10/falhar-semear-descrena-naquilo-em-que.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115759668552927721</id><published>2006-09-06T19:35:00.000-07:00</published><updated>2006-09-06T19:38:05.543-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1601/3294/1600/Rosa.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1601/3294/400/Rosa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115759668552927721?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115759668552927721/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115759668552927721&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115759668552927721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115759668552927721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/09/blog-post.html' title=''/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115676901121988896</id><published>2006-08-28T05:37:00.000-07:00</published><updated>2006-10-10T13:36:37.323-07:00</updated><title type='text'>Segundo Ato</title><content type='html'>Era manhã. A noite chorará gotas de orvalho por toda a floresta. A relva umedecida molhava os pés do jovem fidalgo.Quase que extasiado pela tranqüila noite de sono, ele admirava o nascer do sol. O gigante de fogo saía de seu esconderijo atrás das montanhas do norte, acompanhado pelos primeiros cantos dos pássaros ao amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cinzas da fogueira, já apagada, exalavam um quase imperceptível risco de fumaça que se perdia com a leve brisa matinal.O jovem recolheu todos os seus pertences do chão, e os colocou sobre seu cavalo, que pastava. Guardou sua espada a bainha, deitada em sua cintura e montou no animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trotando mata adentro, o sol quase a pino o fez lembrar da fome. O dia não estava quente, e sim agradável, pois era primavera. Então o sol é confortador com seus raios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz começou a pensar em seu almoço. Somente frutas não iriam satisfazer um homem criado a certos luxos. Resolveu então caçar. Um pequeno animal, pois só havia ele ali para comer. Um coelho, provavelmente. Este seria do tamanho de sua fome. E se não o comesse todo, levaria o resto para saciar-se durante a viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após muito procurar, encontrou um buraco no chão, ao lado de um tronco. Seus conhecimentos sobre a vida selvagem indicavam que ali era a morada de um animal. Um pequeno animal era óbvio, devido ao tamanho do buraco.Amarando seu cavalo um pouco afastado, para que esse não viesse por acaso atrapalhar sua caçada. Pondo-se oculto entre árvores, ele empunhou seu pequeno arco, e com duas flechas cravadas na terra, esperou pacientemente.O tempo passava, e sua paciência parecia não se esgotar. Até que começou a ouvir o farfalhar de folhas próximo de si. Olhos e ouvidos apurados. Arco em punho. A corda estendida parecia tão tensa quanto sua mente. Ele vislumbrava um belo almoço. Mas a fome parecia querer ser afugentada pela visão da flecha varando o corpo do pequeno animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ele surgiu. De orelhas longas e eretas, pelo acinzentado, olhos negros, os movimentos graciosos e preciso. O pequeno coelho voltava tranqüilamente para sua toca. Olhando fixamente para o animal, o arqueiro o mirou. Visando acertá-lo no meio do corpo. Largou a corda e disparou. A seta cortou o ar num zunido rápido. Acertando uma flor a poucos centímetros do coelho. Este, assustado, bateu em disparada, para dentro de seu covil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria tempo para um segundo disparo. O jovem saiu em corrida atrás do animal, para capturá-lo com as próprias mãos. Escorregando em folhas secas e molhadas que jaziam no chão, ele tombou num gemido muito próximo a toca do animal, ficando cara a cara com o mesmo. O coelho, em toda sua destreza saltou por cima do homem deitado sobre a lama, e adentrou em sua “casa”. Num salto, o homem agora enfurecido por tamanha ousadia do pequeno animal, enfiou o braço até o ombro no buraco. E pela euforia, parecia que só havia parado no ombro, pois não cabia no buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, os instintos guiavam os dois “animais”.Grunhindo, o homem tateava a cova a procura do animal. Foi quando olhou para o tronco ao lado, e viu o pequeno animal peludo o admirando. Seu almoço estava certo. E agora seria mais delicioso do que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando foi agarrar o animal, sentiu o braço preso às raízes dentro da toca. Puxando com força, o homem se enfurecia cada vez mais. Até que vencido pelos galhos, admitiu a derrota, e largou o corpo.Ao olhar adiante, virá o coelho, parado. Teve a nítida impressão de estar sendo encarado nos olhos.Não acreditou.Era como se o coelho zombasse dele.Ainda incrédulo, vociferou para o coelho. Este lhe deu as costas, e saiu saltitante, até sumir em meio aos galhos e folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... ainda bem que eu gosto de maçãs...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115676901121988896?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115676901121988896/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115676901121988896&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115676901121988896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115676901121988896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/08/segundo-ato.html' title='Segundo Ato'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115431198877785408</id><published>2006-07-30T19:12:00.000-07:00</published><updated>2006-09-01T05:57:00.143-07:00</updated><title type='text'>Amor</title><content type='html'>"O amor é um desejo que se esconde no fundo do seu coração, e só você conhece."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme Vida Bandida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115431198877785408?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115431198877785408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115431198877785408&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115431198877785408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115431198877785408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/07/amor.html' title='Amor'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115285034732266362</id><published>2006-07-13T20:59:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T21:12:27.333-07:00</updated><title type='text'>“...O jovem fidalgo emudeceu e franziu o cenho.”</title><content type='html'>Olá, meus caros (e poucos) leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive eu, viajando por alguns blog's, e vi que quase todos sempre tratam de assuntos sérios e reflexivos... Sempre tentando racionalizar fatos e teorias. Sim, é isso muito interessante. Ajuda a exercitar a mente, desenvolver o bom senso... Excelente isso!Mas acredito que nessa preocupação exagerada, e no (péssimo) hábito de acharmos estar sempre com a razão, nos perdemos nessa pregação "filosófica" virtual, e a acabamos esquecendo que quanto mais pensamos na vida mais difícil fica alcançar a felicidade. Pois quando se começa a analisar demais as diferentes ocasiões que a vida já nos deu, e as que podem vir a surgir, sempre encontramos problemas (ou os criamos).E por fim, acabamos nos perdendo e esquecendo que na vida - ainda - existe alegria, descontração, felicidade! =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho um hábito grotesco esse de ficar procurando sentido ocultos em filmes e livros, buscando mensagens moralistas que batem de frente contra os padrões sociais atuais, e todo isso ritmo da vidinha ativista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo amor de Deus! (que no momento está cavalgando), vamos nos divertir! Esquecer um pouco que o mundo está uma merda. Que as pessoas são grotescas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu resolvi, nessa postagem, dar de presente à vocês - meus fofinhos leitores -, uma bela piadinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ônibus, um padre senta ao lado de um sujeito completamente bêbado, que tenta, com muita dificuldade, ler o jornal.&lt;br /&gt;Logo, com voz empastada, o bêbado pergunta ao padre:&lt;br /&gt;- O senhor sabe o que é artrite?&lt;br /&gt;Irritado, o pároco respondeu: - É uma doença provocada pela vida pecaminosa e desregrada: Mulheres, promiscuidade, farras, excesso do consumo de álcool e outras coisas!&lt;br /&gt;O bêbado calou-se e continuou com os olhos fixos no jornal.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, achando que tinha sido muito duro com o bêbado, o padre tenta amenizar.&lt;br /&gt;- Há quanto tempo o senhor está com artrite?&lt;br /&gt;- Eu? Eu não tenho isso não! Segundo esse jornal aqui, quem tem é o Papa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaram? =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, então paremos de refletir tanto sobre a vida, e passemos a vive-la mais! =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflitam sobre isso... XD&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115285034732266362?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115285034732266362/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115285034732266362&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115285034732266362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115285034732266362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/07/o-jovem-fidalgo-emudeceu-e-franziu-o.html' title='“...O jovem fidalgo emudeceu e franziu o cenho.”'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115243756267413893</id><published>2006-07-09T02:31:00.000-07:00</published><updated>2006-07-09T02:32:42.686-07:00</updated><title type='text'>“... Sei perfeitamente onde estou. Meu senso de direção é infalível...”</title><content type='html'>Olá amiguinhos. =]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom vê-los por aqui novamente.&lt;br /&gt;É sábado, e são quase 5 da manhã, eu to vendo TV (não, não é cine prive! ¬¬ ), ouvindo musicas, e comendo bolacha. E agora estou a pensar no que vou escrever para postar no meu blog (na verdade, eu já tenho o tema, só não sei por onde começar. Disse que ia pensar no que escrever pra encher lingüiça. Se bem que tem gente que reclama que eu escrevo demais, então acho que não deveria estar escrevendo tanto, enfim...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia escrever sobre os ótimos programas que passam de madrugada na TV, mas não é esse meu tema (pêra, eu adoro esse seriado XD ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vamos à mais um capitulo da minha vida...&lt;br /&gt;Lá pelos meus 12 anos, eu resolvi deixar meu cabelo crescer. Uma decisão não das mais apoiadas pelos meus pais (como muitas das outras), mas deixei. Dos 12 aos 20 eu não coloquei mais meus pés num cabeleireiro e quase deixei de saber o que era uma tesoura (sim, eu aparava as pontas. Não sejam tão exagerados).&lt;br /&gt;Era um belo cabelo. Um cabelão! Chegava na cintura. Acho que a coisa que eu mais amei em minha vida foi meu cabelo XD&lt;br /&gt;Volta e meia alguém me dizia "puxa, que cabelo legal cara!", ou então me "aconselhava" a cortar, dizendo que eu ficaria melhor de cabelo curto.&lt;br /&gt;Até que chegou o dia em que eu resolvi corta-lo. Pra mudar de cara - e redescobrir as praticidades dum cabelo menor.&lt;br /&gt;Agora, não muito diferente de antes, algumas pessoas dizem que eu fiquei melhor com esse "novo" cabelo. Enquanto outras ficam dizendo que eu deveria corta-lo de maneira diferente, que eu deveria pintar ele de verde florescente; por bolinhas de natal presas a ele... E alguns poucos me chamam de idiota por eu ter cortado o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado nisso tudo, é que nesses oito anos da minha vida, não me recordo de nenhuma única pessoa que tenha se preocupado em saber se EU gostava do MEU cabelo.Mesmo ele sendo gigante, mesmo ele sendo curto. E o que mais me entristece (e preocupa) é acreditar que ninguém jamais vai me perguntar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cabelo foi apenas um exemplo. O ponto que eu tento tocar nesse post é sobre o egoísmo das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tenho certeza de que agora, você ao ler isso, também começa a se revoltar com as situações que vive, onde todos ao seu redor sempre sabem o que é melhor e pior pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja só à que ponto chegamos: todos sempre acham que tem razão sobre tudo.&lt;br /&gt;E acabamos por nunca concordar com nada diferente do que pensamos. Humildade é usada apenas pra teatralidade - quando precisamos parecer legais, justos e bonzinhos (muito usado pra conseguir empregos, aumento na mesada e sexo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simplesmente infernal ter alguém ao seu lado dizendo o que você deve fazer, como deve fazer, o que vestir, o que comer, como falar, como agir diante de cada situação...E falando isso incessantemente porque ELE acha que isso é o correto, e é o melhor pra VOCÊ&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;"Não, eu to falando isso pro teu bem. Porque eu sei o que é melhor pra ti. Eu me preocupo contigo! Não consegue ver isso?! Me preocupo sim..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É (quase) impossível convencer uma pessoa ao contrário da opinião dela. As pessoas são burras, e a vaidade é algo que nós impede de admitir um erro. Poucos são aqueles com coragem pra dizer: “OK, eu estou errado.”&lt;br /&gt;No meu ponto de vista, o erro é deixar de admitir que se está absurdamente equivocado (mas que bela palavra essa, não?! =D ), ainda mais quando se tem consciência disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, cara, tu tá exagerando"&lt;br /&gt;Não. Eu não to exagerando.&lt;br /&gt;Conseguem imaginar o que é um pai sempre dizendo o que é o melhor pro teu futuro, sem ao menos ele saber o que você deseja pro TEU futuro?&lt;br /&gt;Conseguem imaginar uma mãe dizendo o que é o melhor pra ti, o que tu gosta de comer no almoço, sem saber do que TU realmente gosta?(minha mãe me comprou três camisas laranjas, e eu ODEIO laranja!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseguem imaginar um amigo dizendo o tempo todo em qual menina VOCÊ deve dar em cima, pra quem dar mole, sem que ao menos ele saiba quem realmente TE atrai?&lt;br /&gt;Conseguem imaginar uma namorada dizendo como você deve se comportar, o que deve vestir, com quem deve andar, sem ela ao menos saber se VOCÊ gosta do que ela está propondo?&lt;br /&gt;Acreditem, isso pode jogar um homem no fundo do poço - e o que não vai impedir que ele afunde mais ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu conselho?&lt;br /&gt;"Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia."&lt;br /&gt;Calado.&lt;br /&gt;"Desculpa..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiro: manda todos a merda.            Mas faça isso de maneira mais educada, não vamos nos esquecer que ainda somos civilizados. Na primeira intervenção desses malditos intrusos, pare no lugar, olhe seriamente para eles e diga alto e bom tom: "Será que dá pra tirar o dedo do meu cu pra que eu possa respirar?!"&lt;br /&gt;Tá bom, tá bom... Fale de maneira decente. Diga a eles: "Ei, já parou pra pensar o que EU acho do MEU cabelo? Será que tu é tão egoísta assim?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-         Segundo: afastesse.Tire essas pessoas da sua vida. Dificilmente elas vão parar de palpitar na sua vida.&lt;br /&gt;Mas tem que cortar o mal pela raiz. Primeiro manda pro inferno. Depois sai de perto deles. Faça tudo isso, pra não ficar remoendo péssimas lembranças.(e vai ser bem mais divertido gargalhar loucamente ao lembrar da cara do infeliz quando você jogou na face dele tudo isso citado acima).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha amiga psicóloga me disse hoje que esse tipo de comportamento é um reflexo que as pessoas fazem sobre as outras: colocando a imagem delas sobre os outros, por achar que é a melhor maneira de fazer as coisas é a delas. Crendo que o que elas fazem é o correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que faz a gente perder tempo cuidando da vida dos vizinhos, xingando o técnico do time de futebol, assistindo novelas enquanto pode fazer algo mais útil, lendo sobre a interessantíssima vida de gente famosa, e com todos ao nosso redor – os conhecendo ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece com todo mundo o tempo todo. Pessoas certas de que sabem o que é o certo e o que é o errado. E certas de que podem aconselhar você e o mundo, e que estarão fazendo a coisa certa.Até o dia em que eu olhar pras elas, e levantar o dedo inquisidor! Ai elas vão dizer que eu é quem estou errado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já aprendi tudo o que precisava saber sobre as pessoas: todas elas são arrogantes, egoístas e cheias de si.&lt;br /&gt;E eu não sou uma exceção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115243756267413893?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115243756267413893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115243756267413893&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115243756267413893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115243756267413893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/07/sei-perfeitamente-onde-estou-meu-senso.html' title='“... Sei perfeitamente onde estou. Meu senso de direção é infalível...”'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115213569362483680</id><published>2006-07-05T14:38:00.000-07:00</published><updated>2006-07-07T22:21:47.210-07:00</updated><title type='text'>"...Quem sois vós, jovem fidalgo?..."</title><content type='html'>Certa vez, li num orkut da vida aí, que em nossas vidas temos admiradores. Eles nós admiram por algumas características tidas como boas, em nossa personalidade.&lt;br /&gt;E temos também “inimigos”. Na verdade, gente que não gosta da gente, que nos odeiam por características tidas como ruins em nossa personalidade (não necessariamente ruins, mas que não os agradam). Em ambos os casos, às vezes essas pessoas nem mesmo nos conhecem!&lt;br /&gt;(“Loucura!”, diria meu amigo Rato)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontece com todo mundo: gente que gosta, e gente que não gosta de você.&lt;br /&gt;Bem, se isso acontece com todo mundo, então eu sou igual a todo mundo. E todo mundo é igual a mim!&lt;br /&gt;(“Loucura!”, diria meu amigo Rato, novamente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tá, mas eu sou mó legal! E tenho mais amigos que o fulano. Então eu não sou igual a ele, logo não sou igual a todo mundo. Eu sou exceção! Uau! Já posso entrar praquela comunidade do orkut!” – diz você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬¬ , faria eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defeitos existem aos montes: egoísmo, arrogância, falsidade, celulite, blá, blá, blá!&lt;br /&gt;Qualidades também: solidariedade, vontade de ajudar, compreensão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então a gente é igual a todo mundo ou diferente de todo mundo, hein garotão?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu simplório ponto de vista somos diferentes uns dos outros. Somos singulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um gênio você! ¬¬” – dizem ironicamente alguns.&lt;br /&gt;“Não fala asneira!” – dizem outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, vamos a minha linha de raciocínio então: temos defeitos e qualidades, de fato. Todos nós.&lt;br /&gt;Temos vários defeitos e várias qualidades. O que nós diferencia dos outros é a combinação destes. Não temos os mesmos defeito e as mesmas qualidades que nossos vizinhos (geralmente eles são chatos e ranzinzas, e nós somos super legais. Eu adoraria ser meu vizinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, mas eu conheço dois caras que são praticamente a mesma pessoa. E agora, sabichão?!”&lt;br /&gt;Em algum momento o grau de intensidade nos defeitos ou qualidades deles vai variar. Nem se eles fossem gêmeos seria idênticos (cientificamente comprovado).&lt;br /&gt;Se os dois são chatos, tenho certeza de que em um dado momento você vai dizer: o número 1 é muito mais chato que o número 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra ocasião li num outro orkut que existe algo dentro de nós que é imutável. Chama-se essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu adora ler orkut´s alheios, não é?”&lt;br /&gt;É.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa essência é o que vai definir que somos, e como somos.&lt;br /&gt;Esse mesmo orkut dizia que a essência é imutável, seja em nós, ou seja, nos outros.&lt;br /&gt;Também discordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nossa, tu deve ser muito chato!”&lt;br /&gt;Nada. Sou mó legal! =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu acredito que nossa essência possa ser alterada. Nosso comportamento pode ser modificado. É um processo longo e chato. E não deve ser dos mais divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas qualquer um pode fazer isso, pra se passar por outro tipo de pessoa” - diz você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente. E se passar a fazer isso por muito tempo acaba se tornando algo natural. E nem sempre essa mudança é algo bom. Então, essa se torna a nossa nova essência.&lt;br /&gt;Essa induções mentais são muito fortes – quando funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aonde tu quer chegar afinal de contas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após todo esse papo preparatório sobre personalidade, estive eu filosofando sobre a minha.&lt;br /&gt;Não sou o homem com os movimentos mais graciosos do mundo, e volta e meia um amigo meu me diz:&lt;br /&gt;- Nossa, tu é um ogro cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me faz pensar...&lt;br /&gt;Minha mão às vezes é mais pesada do que eu imagino. Minha pressa pra sentar faz a cadeira quase desmontar. E minha mãe sempre diz que um dia eu vou atravessar a porta pela parede.&lt;br /&gt;Isso tudo me faz pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu tento ser mais delicado. Mas às vezes eu simplesmente esqueço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Será que a minha natureza é ser um troll? Abrindo portas com os pés, e furando tijolos com os dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que a minha natureza é esconder toda minha brutalidade? Vestindo uma máscara me fazendo o mais delicado e dócil possível. E será que após todo esse “fingimento” eu me torne uma pessoa mais delicada, como se passasse por uma lavagem cerebral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda, será que fui condicionado a acreditar que sou um troglodita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, qual a minha natureza? Qual a minha essência? Quando a minha brutalidade será um defeito? E quando será uma qualidade?&lt;br /&gt;“Pera... tu me fez ler isso tudo pra falar dos teus problemas existenciais?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog é meu, ué.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115213569362483680?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115213569362483680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115213569362483680&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115213569362483680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115213569362483680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/07/quem-sois-vs-jovem-fidalgo.html' title='&quot;...Quem sois vós, jovem fidalgo?...&quot;'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115207674155428406</id><published>2006-07-04T22:13:00.000-07:00</published><updated>2006-07-04T22:19:01.553-07:00</updated><title type='text'>Mickey Satan Mouse - By Sir Edwar, O terrível!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1601/3294/1600/Mickey%20Satan%20Mouse.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1601/3294/320/Mickey%20Satan%20Mouse.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115207674155428406?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115207674155428406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115207674155428406&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115207674155428406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115207674155428406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/07/mickey-satan-mouse-by-sir-edwar-o.html' title='Mickey Satan Mouse - By Sir Edwar, O terrível!'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30669605.post-115207589905222155</id><published>2006-07-04T21:44:00.000-07:00</published><updated>2006-07-05T10:11:17.976-07:00</updated><title type='text'>Primeiro ato</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Era manhã.&lt;br /&gt;E pela estrada de chão que brotava da floresta, um jovem homem caminhava tranqüilamente.&lt;br /&gt;Bem trajado, o homem admirava as nuvens e os pássaros.&lt;br /&gt;Ao longe, outro homem vinha em direção oposta e logo ambos se cruzariam. E assim foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bela manhã - disse o homem de barba e cabelos brancos, roupas acinzentadas e a face maltrata pelo tempo, puxando um asno por uma corda já um tanto quanto desfiada.&lt;br /&gt;- Bela manhã, meu bom homem. - respondeu cordialmente o jovem homem.&lt;br /&gt;- Quem sóis vós, jovem fidalgo? - questionou o senhor grisalho.&lt;br /&gt;- Não me conheces, homem? - retrucou assustado o rapaz.&lt;br /&gt;- Desculpe, mas jamais o vi por estas terras, senhor.&lt;br /&gt;- Mas de que terras falas, homem? Do jeito que falas, é como se fosse este um país estrangeiro.&lt;br /&gt;- Falo destas terras, meu bom senhor. Destas onde eu nasci, assim como meu pai, e o pai de meu pai. Então para mim não são terras estranhas. Mas talvez para ti, elas sejam.&lt;br /&gt;- Não diga tolices, homem. Terras estranhas... Que absurdo... Conheço este reino como a palma da minha mão. Sei perfeitamente onde estou. Meu senso de direção é infalível.&lt;br /&gt;- Então diga para onde caminhas, senhor.&lt;br /&gt;- Ora essa! Agora tenho eu, um nobre, que prestar contas a um plebeu...&lt;br /&gt;Presta atenção, velho: se eu caminhar mais três léguas à frente, chegarei até a praça do reino, onde jorra água da fonte que acomoda a estátua da rainha.&lt;br /&gt;- Praça?... Fonte?...&lt;br /&gt;- Exato.&lt;br /&gt;- Senhor, se caminhares mais três léguas à frente, só encontrarás estradas de terra, assim como esta em que pisamos. E o mesmo se caminhares quatro léguas, ou cinco, ou dez. Até que chegues à mata fechada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O jovem fidalgo emudeceu e franziu o cenho.&lt;br /&gt;- Será que aqueles malditos moleques me mandaram fazer a curva na árvore errada?...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30669605-115207589905222155?l=jovemfidalgo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/feeds/115207589905222155/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30669605&amp;postID=115207589905222155&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115207589905222155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30669605/posts/default/115207589905222155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jovemfidalgo.blogspot.com/2006/07/primeiro-ato.html' title='Primeiro ato'/><author><name>Sir Edward, O terrível!</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13701191010806911586</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
